A revolta de membros do MP do Rio com Cláudio Castro
Há uma guerra em curso nos bastidores do Ministério Público do Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, 29 promotores ligados ao Gaeco, o grupo de combate ao crime organizado da instituição, pediram exoneração de seus cargos em repúdio à nomeação pelo governador Cláudio Castro do Procurador-Geral de Justiça do Estado.
Castro havia prometido nomear como chefe do MP o procurador que tivesse sido o mais votado da lista tríplice encaminhada pela categoria ao governo. A procuradora Leila Costa foi a mais votada, criando a possibilidade de pela primeira vez na história uma mulher comandar o MP.
O governador, contudo, descumpriu a promessa e reconduziu o atual Procurador-Geral Luciano Mattos para mais dois anos de mandato. Leila teve 485 votos contra 437 de Mattos. Segundo o Radar apurou, os grupos de mensagens de membros do MP estão em polvorosa com a nomeação e com a quebra da promessa de Castro.
No total, 26 membros do Gaeco e três coordenadores pediram exoneração de seus cargos. Eles continuam como servidores do órgão, mas não fazem mais parte do grupo de combate ao crime organizado que é, entre outras coisas, responsável pela investigação do caso Marielle e de outros inquéritos que miram gestores públicos e ex-secretários de Castro.
Há a expectativa de que alguns procuradores façam algum tipo de protesto durante a posse do novo Procurador-Geral.
